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Santa Catarina

Quem é a mulher achada enterrada no quintal da própria casa 10 meses após sumiço em SC

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Caso que começou como desaparecimento é tratado agora pela Polícia Civil como possível feminicídio

Paulo Batistella
A mulher até então desaparecida que foi encontrada enterrada no quintal da própria casa em Tubarão, no Sul de Santa Catarina, nesta quarta-feira (5) é Jaqueline da Rosa de Oliveira, de 38 anos. Ela era natural desse mesmo município, onde tinha também familiares. A vítima do caso que é tratado agora pela Polícia Civil como feminicídio deu notícias pela última vez para pessoas próximas há cerca de dez meses, em 30 de setembro de 2022.
Jaqueline era moradora do bairro São Martinho, onde teve seu corpo encontrado, e tinha como principal fonte de renda uma pensão. Ela ainda fazia eventualmente bicos de faxineira, conforme o delegado André Crisóstomo, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão, revelou ao NSC Total. O caso chegou à Polícia Civil em fevereiro deste ano, após familiares de Jaqueline terem desistido de procurá-la por meios próprios. Até então, a família não conseguia contato com a vítima e o ex-marido dela, tendo cogitado que ambos tivessem fugido juntos. O casal fazia uso de drogas e costumava ter períodos de isolamento, o que minimizou suspeitas sobre eventual crime a princípio. Quando a família descobriu, no entanto, que o ex-marido da vítima havia dado entrada em uma clínica de reabilitação, decidiu registrar boletim de ocorrência — ele é agora o principal suspeito do crime.

Como o corpo foi encontrado

Antes investigado como um desaparecimento, o caso de Jaqueline virou alvo da DIC de Tubarão em junho deste ano. Já de início, os policiais encontraram medidas cautelares concedidas para Jaqueline contra o ex-marido dela, um homem de 37 anos, por violência doméstica. A partir disso, a Polícia Civil passou a vê-lo como suspeito e também a considerar fortes indícios de que ela estaria morta. — Ela já havia feito registro noticiando violência doméstica por lesão corporal e ameaça. Ele falava que iria matar ela, agredia ela, mas, antes de ser ouvida, ela desapareceu — disse o delegado Crisóstomo, em coletiva de imprensa horas após o corpo ter sido encontrado. A DIC em Tubarão pediu então a prisão temporária do suspeito e encontrou ele em Laguna, também no Sul de Santa Catarina, nesta mesma manhã em que o corpo da vítima foi achado. A princípio, ele negou o crime. Contudo, após ser contestado com provas do caso, o ex-marido confirmou ter enterrado o corpo da ex-mulher no quintal da casa em que moraram juntos, no bairro São Martinho. Apesar de indicar o local, o suspeito ainda negou ter assassinado a mulher. Ele relatou à Polícia Civil que, após terem consumido drogas juntos, ela teria morrido por um mal súbito. O ex-marido também afirmou que, por estar desesperado com a situação, decidiu enterrá-la no quintal. O corpo de Jaqueline foi achado já esqueletizado. Havia ainda sinais de que ela foi esquartejada e queimada, o que reforça a suspeita das autoridades de que se trate de feminicídio. Um laudo pericial ainda é aguardado para confirmar essa tese.

Suspeito já tinha outra companheira

O suspeito de ser autor do crime foi achado pela Polícia Civil já vivendo com uma outra companheira em uma residência de Laguna. Antes disso, ele passou por uma clínica de reabilitação logo após o sumiço de Jaqueline, fugiu do local e chegou a morar nas ruas de Tubarão, até conseguir um emprego. O delegado André Crisóstomo disse que a internação reforçou as suspeitas sobre o ex-marido de Jaqueline, uma vez que ele não havia tomado medida semelhante em dez anos como usuário de drogas. — Para haver uma internação, tem que se chegar a uma situação em que esteja insustentável. Quando ele fugiu da clínica, ele noticiou para algumas pessoas que ela teria morrido, o que nos forneceu certezas de que ela estava morta — disse Cristóstomo, argumentando que o suspeito se contradisse posteriormente. Antes de revelar o local em que o corpo estava, o possível autor do crime alegou aos policiais que Jaqueline teria terminado a relação e ido embora. Chamou a atenção, no entanto, que, desde setembro do ano passado, ela deixou de ser ativa nas redes sociais e parou de fazer uso de uma fonte de renda. A Polícia Civil descobriu depois que o suspeito estava utilizando o dinheiro da vítima. O ex-marido de Jaqueline foi encaminhado para o Presídio Regional de Tubarão, onde ficará à disposição do Poder Judiciário, enquanto a Polícia Civil finaliza as diligências do caso.


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