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Curiosidade

O curioso significado do refrão de “Maluco Beleza”, clássico de Raul Seixas de 1977

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Por Gustavo Maiato “Maluco Beleza” é uma das músicas mais famosas de Raul Seixas e aparece no álbum O Dia em que a Terra Parou”, lançado no ano de 1977. A canção é de autoria de Raulzito e seu parceiro Cláudio Roberto. A canção fala sobre uma espécie de loucura controlada, que não é aquela típica de uma pessoa com distúrbios neurológicos que precisa de cuidados especiais. Aqui a loucura é aquela que não é prejudicial e sim que contagia. Em vídeo no seu canal, Júlio Ettore conta mais. “Esse conceito de loucura controlada que o Raul propõe na letra é um tipo de loucura controlada entre o mundo lógico e racional com o mais abstrato, como nas experiências psicodélicas. O Cláudio era conhecido como ‘Maluco Beleza’, mas não tem nada a ver com drogas. É sobre estar certo de sua loucura. É uma loucura que não é prejudicial, e sim que contagia”. No refrão, quando Raul Seixas canta que vai ficar maluco beleza e que está controlando sua lucidez misturada com a “maluquez” ele quer dizer que o estado do tal “maluco beleza” é justamente nesse meio termo entre o mundo racional e abstrato. É tentar tirar o melhor proveito de cada um para viver sua vida. O Recanto das Letras faz análise similar: “Notemos que a maluquez e a lucidez se equivalem e se alternam como bem diz a canção. E o trânsito entre a lucidez e a loucura se travestem em maluquez (nem normal, nem louco) a condição que pretende ser a ponte entre os dois mundos (o exterior e interior) o objetivo e subjetivo vividos pelo mesmo sujeito, o que dá o tom da esquizofrenia do aprendiz de viver em dois mundos ao mesmo tempo”. Por fim, o Letras.mus diz que o refrão também fala sobre a vontade de não se encaixar em padrões impostos pela sociedade da época. “A letra de ‘Maluco Beleza’ fala sobre a decisão consciente de não seguir o caminho padrão imposto pela sociedade. O ‘eu lírico’ da canção se apresenta como alguém que aprendeu a ser ‘louco’, uma metáfora para a liberdade de pensamento e ação, em contraste com o ‘sujeito normal’ que se esforça para fazer tudo igual. A ‘maluquez’ mencionada na música é, portanto, uma forma de resistência e autenticidade, onde o cantor se orgulha de sua singularidade e da capacidade de controlar sua própria vida, misturando sanidade e loucura de maneira equilibrada.  


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