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Como nunca ficar sem ideias: o método Isaac Asimov

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Isaac Asimov: “se você não tiver ideias, não terá fracassos, atreva-se.” Por Em uma palavra, Isaac Asimov pode ser descrito como: prolífico. Para igualar o número de livros, cartas, ensaios e outros textos que Asimov produziu durante sua vida, você precisaria escrever um livro completo a cada duas semanas durante 25 anos. Como Asimov conseguiu ter tantas boas ideias quando todo mundo tem 1 ou 2 delas na vida? Para responder a essa pergunta, recomendo a sua autobiografia, It’s Been a Good Life (2002). Por muito tempo Asimov escreveu textos 8 horas por dia, 7 dias por semana. Ele rasgou as páginas, se desesperou e periodicamente obteve falhas. Em sua autobiografia, Asimov compartilha as táticas e estratégias que desenvolveu para garantir que as ideias nunca acabem. Vamos roubar tudo o que pudermos dele.

1. Nunca pare de aprender

Asimov não era apenas um escritor de ficção científica. Ele era PhD em química pela Universidade de Columbia – NY/EUA. Ele escreveu sobre física, sobre história antiga e até escreveu um livro sobre a Bíblia. Como ele conseguiu ser tão produtivo em uma era de baixa especialização? Em suas palavras:
“… em princípio, não poderia escrever livros tão versáteis com base apenas na educação recebida na escola. Eu precisava me educar constantemente. Minha biblioteca de livros cresceu e eu tinha que vasculhá-los constantemente, com medo de entender mal alguma questão que, para uma pessoa experiente, pareceria absurdamente simples…”
Por mais óbvio que pareça, ele quis dizer que para gerar boas ideias, você precisa absorver boas ideias e quando Asimov cresceu, ele leu tudo que pode, não se fechando para apenas um único assunto.
“… toda essa leitura variada, que surgiu da ausência de uma mão orientadora, deixou sua marca. Meu interesse esteve em vinte direções diferentes, e continua assim. Escrevi livros sobre mitologia, Bíblia, Shakespeare, história, ciência e assim por diante…”
Dica: Leia uma variedade de livros, ceda à curiosidade, invista em si mesmo sem parar.

2. Não lute contra impasses

Curiosamente, Asimov também ficava preso em suas ideias com frequência. “…Muitas vezes, ao trabalhar em um romance de ficção científica, me vejo travado e incapaz de escrever uma única palavra…“ Ficar preso em uma ideia é normal para todo mundo, desde as provas bimestrais da escola até nas redações de concursos públicos. O que separa o profissional do amador é o que acontece depois que ele trava. Asimov não deixou que esse evento o impedisse. Ao longo dos anos, ele criou estratégias para burlar a estagnação de ideias. “…Não fico olhando para folhas em branco. Eu não passo meus dias e noites batendo em uma cabeça vazia. Simplesmente deixo o romance e assumo um dos doze outros projetos que estão esperando por mim. Escrevo um artigo para uma revista, um ensaio, uma história, trabalho com não-ficção. Quando me canso deles, minha consciência tem tempo para trabalhar e se encher novamente. Volto ao romance e me vejo capaz de escrever com facilidade novamente…“ Dica: Se afaste por um tempo de um projeto travado. Seja um livro, um projeto, um código, caia em outros projetos e ignore algo deliberadamente, o subconsciente criará um novo espaço para ideias. É a famosa “hora do cafezinho” ou o “deixa pra amanhã”.

3. Cuidado com a resistência

Todos os criadores – empresários, escritores, artistas – conhecem o medo de formalizar ideias. Assim que é apresentado algo ao mundo, ele se torna um alvo eterno de rejeição e críticas de milhões de olhos. A maioria de nós tem medo da rejeição de uma ideia, das críticas negativas, de se tornar uma piada em algum momento por causa de uma ideia. Quantos “pitchs” eu que vos escreve, perdi na minha vida, oportunidades únicas em trabalhos com VPs ou mesmo em conversas com CEO de alguma empresa, travei por não soltar aquela ideia maldita que estava na minha cabeça. Algumas vezes, esse medo é o maior inimigo do criador. Em outro livro, A Guerra da Arte (2005), Steven Pressfield refere a esse medo como uma “trava” e Asimov também estava familiarizado com essa tal “trava”. Ou no divertido livro Os Atrevidos Dominam o Mundo (2023), do autor Jacob Petry, onde ele menciona vários casos onde a ousadia e ausência do medo da rejeição que viraram casos de sucesso, como um episódio do Steve Jobs quando tinha 20 anos, se infiltrava nas palestras internas da HP, ficava até o final interrogando os palestrantes e engenheiros e até pedia peças para o próprio Bill Hewlett, um dos fundadores da HP.
“… o escritor médio é sempre questionado enquanto trabalha. A proposta que ele acabou de criar é significativa? É tão bom quanto parece? Não poderia soar melhor escrito de forma diferente? O escritor médio está sempre revisitando o texto, sempre destruindo e mudando, sempre procurando outras maneiras de se expressar e nunca satisfeito…”
O medo da rejeição nos transforma em “perfeccionistas” ou “chatos” que tenta explicar tudo da forma mais detalhada possível, mas esta é apenas uma casca protetora. Nós nos escondemos nessa casca em momentos de insegurança. A verdade é que todo mundo tem ideias, sejam boas ou ruins. Já dizia o Raul Seixas: “…A desobediência é uma virtude necessária à criatividade…”, a diferença entre Asimov e nós é que a maioria de nós rejeita as ideias “malucas” sem lhes dar uma chance. Dica: Se você não tiver ideias, não terá fracassos, atreva-se.

4. Reduza seus padrões

Asimov era um ardente oponente da busca do ideal. Segundo ele, tentar fazer tudo perfeito na primeira vez é um grande erro. Em vez disso, preste atenção aos detalhes básicos.
“… imagine-se como um artista desenhando, ele precisa ser claro sobre composição, blocos de cores, equilíbrio e tudo mais. Feito isso, você pode começar a se preocupar com as pequenas coisas. Não tente desenhar a Mona Lisa na primeira vez, diminua seus padrões e faça um produto de teste, um esboço temporário, um rascunho…”
Ao mesmo tempo, Asimov insiste na autoconfiança:
“… um escritor não pode sentar e questionar a qualidade do que escreve, ele deve amar seu trabalho. Eu amo. Acredite no que você cria, isso não significa que você não deva tentar fazer tudo sempre da melhor maneira possível. Acreditar em si mesmo é ir além, errar feio e encontrar forças para se reerguer…”
Dica: Acredite no que você cria, o princípio pode ser um esboço, mas o final pode ser uma Mona Lisa.

5. Faça mais

Curiosamente, Asimov recomenda criar mais como uma cura para o perfeccionismo.
“… no momento em que um determinado livro é publicado, o escritor não tem mais tempo para se preocupar em como será recebido e como será vendido. A essa altura, ele já havia vendido vários outros livros e estava trabalhando em vários outros, que são a causa de sua empolgação. Graças a isso, uma sensação de paz e tranquilidade aumenta em sua vida…”
Se você tem um produto, seja um livro, um projeto que será lançado, não tem tempo para reclamar de todas as falhas. O negócio é seguir em frente e tentar se aprimorar. Portanto, menos ansiedade do fracasso.

6. Ingrediente secreto

E por fim, ainda no livro It’s Been a Good Life, um amigo de Asimov, um escritor que lutava contra a falta de ideias, certa vez perguntou a ele: “De onde você tira suas ideias?” Asimov respondeu: “Eu penso, penso, penso, até que surge o desejo de me matar. Você pensou que boas ideias são fáceis de ter?”, conclui. Ninguém prometeu que ter ideias é fácil. Se fosse fácil, não valeria a pena fazer. Isaac Asimov nasceu na Rússia em 1920 e faleceu em 1992 em Nova Iorque , é um dos mestres da ficção científica e escreveu grandes clássicos como Eu, Robô (1950) onde introduziu as Três Leis da RobóticaA Fundação (1951), Os Próprios Deuses (1972), O Homem Bicentenário (1976) entre outros clássicos. Várias de suas obras se tornaram filmes e inspiraram outras obras clássicas. Fonte de inspiração: Habr.


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