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Ao Vivo – Helicóptero desaparecido: no 10º dia de buscas, famílias contam com ajuda de voluntários para achar aeronave

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As famílias das quatro pessoas que estavam no helicóptero que desapareceu em São Paulo no dia 31 de dezembro contam com voluntários para tentar encontrar vestígios da aeronave. As buscas chegaram nesta quarta-feira (10) ao décimo dia.
“Temos algumas pessoas que estão nos ajudando com a busca na região por drone e por chão. Essas pessoas estão conosco diariamente. Todos estão fazendo de bom coração, não nos cobraram nada”, disse Herika. A irmã de Raphael disse que a família dele, que é da capital paulista, foi ao litoral norte para tentar ajudar na operação de resgate. Segundo Herika, não é possível saber com precisão quantas voluntários participam dos trabalhos. “Não sei precisar, porque um vai avisando outro e assim vamos aumentando a rede de voluntários.”
Silvia Santos, irmã da comerciante Luciana Rodzewics, 46, que também estava no helicóptero, afirmou que se reuniu com a advogada que representa o piloto Cassiano Tete Teodoro e que os familiares do comandante decidiram contratar uma equipe para fazer as buscas paralelas. “Nós vamos para lá [litoral norte para isso, para ver pessoalmente o que está sendo feito. A família está destruída. É angustiante e dolorido”, diz Silvia.

Buscas oficiais

As buscas oficiais pelo helicóptero Robinson R44 que desapareceu durante um voo de São Paulo para Ilhabela são feitas pela Força Aérea Brasileira (FAB), Polícia Militar e Polícia Civil. A FAB utiliza um helicóptero militar Black Hawk e o avião turboélice SC-105 Amazonas. Na terça-feira (9), a varredura foi feita nos municípios de Caraguatatuba, no litoral norte; Paraibuna, Redenção da Serra e Natividade da Serra, no Vale do Paraíba; e Biritiba Mirim e Salesópolis, na Grande São Paulo. Já a PM faz voos pela região com os helicópteros Águia, enquanto a Polícia Civil utiliza o helicóptero Pelicano e drones para mapear a área onde o helicóptero pode estar. A Polícia Civil também tenta utilizar dados de localização dos celulares das quatro pessoas que estavam a bordo da aeronave para tentar localizar pistas que solucionem o mistério. Segundo a corporação, a última localização de aparelho de um dos desaparecidos foi registrado na região de Paraibuna, interior de São Paulo.

Quem estava no helicóptero

A aeronave era pilotada por Cassiano Tete Teodoro, 44 anos. Ele teve sua licença e as habilitações cassadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por causa de “condutas infracionais graves à segurança da aviação civil”. A agência reguladora diz que ele chegou a recorrer, mas a decisão foi mantida. “Cassiano Tete Teodoro foi cassado em decorrência, entre outros motivos, de evasão de fiscalização, fraudes em planos de voos e práticas envolvendo transporte aéreo clandestino”, acrescenta a Anac. Ainda de acordo com a agência, “em outubro de 2023, após observar prazo máximo legal para a penalidade administrativa de cassação, que é dois anos, o piloto retornou ao sistema de aviação civil ao obter nova licença com habilitação para Piloto Privado de Helicóptero (PPH)”. “Essa licença não dá autorização para realização de voos comerciais de passageiros”, finaliza a Anac. O empresário Raphael Torres, 41 anos, é amigo de Cassiano e também estava no helicóptero. Ele convidou para o voo a amiga Luciana Luciana Rodzewics, 46, e a filha dela, Letícia, de 20.

Ocupantes relataram mau tempo

Durante o trajeto para Ilhabela, Raphael enviou uma mensagem de áudio ao filho relatando que o equipamento estava com dificuldades para chegar a Ilhabela e que, por isso, o piloto tentaria pousar em Ubatuba. Clique aqui para ouvir. “Filho, eu vi que você leu minha mensagem agora. Acho que vou para Ubatuba porque Ilhabela está ruim, meu. Não consigo chegar”, disse. Ao fundo, é possível ouvir o barulho do motor do helicóptero. Letícia enviou mensagem ao namorado e também citou as condições meteorológicas desfavoráveis. “Tá perigoso. Muita neblina, estou voltando”, escreveu. Ela enviou ao namorado uma foto da aeronave após um pouso de emergência. Ela relatou estar com medo. Cassiano entrou em contato com o heliponto onde faria o pouso e disse estar com dificuldades para operar o aparelho em razão do tempo. Ele disse que estava tentando localizar um “buraco” para elevar a altitude do helicóptero e passar da camada de nuvens. No jargão da aviação, “buraco” significa um espaço com céu limpo. O último diálogo entre o piloto e o operador do heliponto foi às 14h55.

Vídeo: polícia usa localização de celulares para tentar achar aeronave

 
  (Publicado por Fábio Munhoz)


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